Traço não é zero
Quando uma célula do painel mostra —, não é a mesma coisa que mostrar 0. São duas informações diferentes, e confundi-las muda a leitura do jogo.
Zero é uma medição: alguém observou a partida e contou nenhum. Um traço é a ausência de medição: aquela estatística não existe para aquele jogo.
Por que isso importa na prática
Imagine duas linhas na tabela, as duas com a coluna de chutes no gol em branco. Na primeira, o jogo tem 40 minutos e nenhum dos times acertou o alvo — é um jogo travado, e isso é informação forte. Na segunda, a competição simplesmente não envia esse dado, e o jogo pode ter tido seis chutes no gol que você nunca vai ver.
Se as duas mostrassem zero, você leria as duas como jogos travados. Uma delas estaria errada, e você não teria como saber qual.
O zero que vira traço
Há um caso em que o painel desconfia do próprio dado. Quando a fonte manda zero numa competição que notoriamente não cobre aquela estatística, o painel converte esse zero em traço.
É uma escolha deliberada, e ela tem um custo: de vez em quando um zero verdadeiro vira traço, e você perde uma informação real. Preferimos esse erro ao contrário — um zero inventado parece medição e não tem como ser conferido.
O que fazer com uma linha cheia de traços
Use as colunas que têm número, e não trate a ausência como um valor baixo. Um jogo com metade das colunas em branco não é um jogo parado: é um jogo que você está vendo pela metade.
Quais competições chegam com quais dados, e por quê, está em por que algumas competições têm menos números.
E se você monta as suas próprias condições de destaque, vale saber: uma célula em branco nunca satisfaz uma condição. Um filtro de “chutes no gol acima de dois” não vai acender num jogo sem esse dado, mesmo que o jogo tenha cinco.
Atualizado em 31 de Outubro de 2026.