O gol que o placar não confirma
O gráfico de pressão marca os gols no minuto em que eles chegam até nós. De vez em quando, um desses gols some: a marca aparece, e o placar nunca muda.
É um defeito conhecido, ele vem da fonte, e nós medimos o tamanho dele em vez de estimar.
O que a medição mostrou
Cinco dias de coleta, 1101 episódios de gol registrados:
- 799 se resolveram sozinhos, com mediana de 30 segundos — era só o placar chegando depois do evento, e não há nada de errado aí;
- 64 persistiram, ou seja, 5,8% — o evento ficou e o placar nunca confirmou;
- metade dos persistentes é do tipo oposto: o gol aconteceu e o evento correspondente nunca chegou.
Na prática, sobra um gol fantasma em algo entre 2% e 3% dos jogos. Num sábado com cem jogos ao vivo, são dois ou três.
Por que não dá simplesmente para consertar
Porque o erro não é nosso cálculo: é o evento chegando errado, ou não chegando. Nós recebemos uma lista de acontecimentos e um placar, e quando os dois discordam não há um terceiro para desempatar.
O que dá para fazer é decidir em quem acreditar, e essa decisão é fácil: o placar manda. Um evento que o placar não confirma é um evento duvidoso, não um gol.
O que isso significa para você, agora
Se o gráfico marcar um gol, confira o placar da linha. Se o placar não mexeu, espere meio minuto: em três de cada quatro casos, ele mexe. Se continuar parado depois disso, trate a marca como ruído e não como gol.
E o caminho inverso também existe: um gol no placar sem marca no gráfico. É a mesma origem, e a leitura é a mesma — o placar manda.
Por que publicamos isto
Um número que erra em 3% dos jogos continua útil quando você sabe que ele erra em 3% dos jogos. O que o torna inútil é descobrir isso sozinho, no jogo errado. A medição completa e as outras contas do painel estão na metodologia.
Atualizado em 31 de Outubro de 2026.